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Relatório das atividades: Vila Velha, 23 de maio de 2011

No twitter do Cante as Escrituras, postamos sobre a primeira manifestação do núcleo do Espírito Santo. Graças a Deus, tudo saiu bem. Segue o relatório (e estejamos orando pelo novo grupo).

JOSÉ RUY PIMENTEL DE CASTRO (Zé Ruy)
A primeira manifestação do núcleo no Espírito Santo ocorreu numa segunda-feira, dia 23 de maio. A data é feriado no município de Vila Velha. Trata-se da comemoração da colonização do solo espírito-santense, já que os donatários da capitania primeiro chegaram nessa cidade, mas devido às dificuldades encontradas em estabelecer uma vila por lá, principalmente devido a ataques frequentes de índios, decidiram retirar-se para a ilha de Vitória. O local foi o Parque da Prainha, praia onde os portugueses primeiro pisaram em solo capixaba, no sopé do morro do Convento da Penha (como se pode ver iluminado ao fundo das fotos).

Lauriete cantando e o público. Convento da Penha ao fundo.
O evento em si foi intitulado de ‘Show da Vida’. Programação que se seguiu à ‘II Corrida Pela Vida’. Não sei a fundo qual a participação da rádio A Cor da Vida na realização da corrida, mas pelo menos na parte musical ela teve participação importante. A rádio é comandada pela família Malta, do senador Magno Malta (PR/ES). ‘Um Dia Pela Vida’ não foi um evento ‘gospel’ apenas; mesclou música ‘gospel’ com a música chamada ‘secular’. Os eventos nos quais a rádio participa de alguma forma na organização se caracterizam por essa mescla devido ao apoio de variados artistas que o senador Magno Malta conseguiu pelos seus esforços no projeto ‘Todos Contra a Pedofilia’. Uma das atrações mais esperadas da noite por parte do público ‘gospel’ era Fernanda Brum (que não conseguiu comparecer devido a problemas de saúde de seu filho, segundo um twit de um locutor da rádio que acabei de conferir há alguns minutos) e por parte do público ‘secular’, César Menotti e Fabiano. Na prática, como eram atrações que iriam se apresentar no final da festa (conclusão pessoal), os ‘gospel’ e os ‘secular’ (divisão apenas didática) conviviam no mesmo ambiente.

A equipe que pôde comparecer nesse dia fomos, eu, Karine e minha noiva Werlla. Ao chegarmos, estacionarmos e termos 5 reais a menos pelo pagamento adiantado a um flanelinha (aff!), nos dirigimos a uma área perto dos camarotes. De lá parti sozinho em direção aos camarins a fim de encontrar um amigo meu, Wellen Souza, vocalista da Banda Heaven, que ficou de ajudar a gente lá nos bastidores do evento. O som ali estava tão alto que não conseguimos nos comunicar por celular e, portanto, a abordagem nos bastidores não se realizou. Conseguimos, entretanto, deixar alguns panfletos com o pessoal dos camarotes que se dispuseram a coloca-los sobre as mesas que haviam ali.
Da esquerda para direita: Karine, Zé Ruy e Werlla.

Ao retornar, oramos e nos espalhamos a fim de distribuir os 500 panfletos que confeccionamos. Em alguns lugares do show o cheiro de maconha era tão forte que, parafraseando nossa amiga Karine, ‘quase tivemos uma overdose’. Enquanto isso tocava Carlinhos Félix e por isso pudemos fazer uma abordagem mais seletiva (por ‘seletiva’ leia-se aqueles que cantavam as músicas mais populares, aqueles que não estavam fumando e aqueles que não tinham uma latinha de cerveja na mão). Pessoalmente, no que consta à distribuição dos panfletos que ficaram comigo, percebi as pessoas muito receptivas, algumas inclusive me pediam os panfletos. Encontrei poucos deles pelo chão; um único que encontrei, peguei novamente e distribuí. A panfletagem se seguiu pelo show de Karla Malta, e no final da apresentação de Lauriete, os panfletos já tinham se acabado. Apesar de parecer que demoramos muito para distribuir, as apresentações eram bem curtas devido ao grande número de artistas para apenas uma noite. Ficamos uma hora no máximo no local, incluindo tempo para lanchar (afinal, saímos todos depois de nossos afazeres diários para aquele lugar).

Enfim, a manifestação foi bem sucedida. Esperamos que, com o aumento do núcleo, possamos confeccionar mais panfletos e contar com mais pessoas para mostrarmos ao público cristão que ‘há algo podre no reino da Dinamarca’ da música gospel. Que Deus nos abençoe nesse propósito. Afinal, não são apenas os músicos e profissionais da música ‘gospel’ que precisam repensar o que estão pregando, o público-alvo e consumidor também precisa analisar o que está cantando.

Relatório das atividades: Fortaleza, 14 de maio de 2011

Este é um relatório duplo. Tivemos dois shows simultâneos em Fortaleza e, graças a Deus, estivemos nos dois. O Airton esteve, sozinho, no show do Fernandinho; alguns dos novos voluntários estiveram no show do Kleber Lucas com Novo Som. Confira os relatórios:

AIRTON
Quando cheguei ao show, me deparei com uma fila enorme. Realmente tinha bastante gente para assistir o Fernandinho, mesmo faltando ainda 1h30min para o início do show – provavelmente para não perderem os primeiros lugares. Mas algo me chamou muita atenção e eu gostaria de saber (impossível alguém saber) qual a finalidade disso: várias pessoas com faixas na cabeça com homenagens ao cantor e com blusas padronizadas, também com homenagem. Minha crítica é construtiva. Pare e Pense: qual a diferença desta veneração para a veneração da igreja católica, que consideramos idólatra? Vão me dizer que é algo diferente só por que somos evangélicos?

Banner divulgando o show do Fernandinho
Quero frisar também a falta de educação de muitas pessoas (aparentemente evangélicas). Antes de qualquer coisa, bem em cima do nosso panfleto, está escrito: “Não jogue esse panfleto em vias públicas. Guarde-o e leia com cuidado em casa”. Muitas pessoas pegam os nossos panfletos, passam o olho, começam a ler. O que fazem depois? Jogam no chão! Amados, tenhamos pelo menos o senso de limpeza. Sempre ao final de cada panfletagem, saímos olhando para o chão coletando os nossos panfletos que foram jogados. Enquanto eu estava apanhando os panfletos, um garoto estava bebendo água. O que foi que ele fez? Jogou a garrafa no chão. Olhei para ele e depois apanhei a garrafa. Alguns amigos dele riam enquanto ele ficava olhando para mim. Para falar a verdade, acho que as pessoas dão mais atenção para nós quando estamos apanhando os papéis no chão do que entregando os panfletos. Espero que não só olhem, mas que ajam de modos dignos – pelo menos na área ecológica.

Para ser justo, quero agradecer a todos aqueles que me receberam com um sorriso, dizendo: “Deus abençoe o seu trabalho”. Embora muitos tenham agido com pouca educação, alguns foram educados e receptivos.

Que Deus abençoe todos que estavam no local.

Paz de Deus!


ADÁLIA RAQUEL
Bom, nesse sábado estávamos (Eu, Sarah e Roney) em um evento chamado CRENTE MUSIC FESTIVAL (risos), que contava com a presença da banda Novo Som, mais do cantor Kleber Lucas, mais uma atração surpresa, mais uma tenda eletrônica (sim, você leu certo).

Na hora que chegamos, tinham poucas pessoas e, por incrível que pareça, apenas nós panfletando. Então, podemos perceber lá dentro os técnicos testando as luzes e fumaças que seriam usadas na tenda eletrônica, ao som de Jason Mraz. Em um mundo gospel que não se pode escutar Chico Buarque, tinha Jason em uma tenda eletrônica.

Panfleto divulgando o show do Kleber Lucas
com o Novo Som (e a tenda eletrônica gospel)
No começo da panfletagem, os irmãos estavam muito educados, recebendo os panfletos e guardando (houve até um educado rapaz que falou para Sarah que já conhecia o Cante, provavelmente de outro show), mas na proporção que aumentaram as pessoas, também aumentou a quantidade de papeis no chão – mas nada que nosso trio não conseguisse deter. Também começaram a chegar meninas com vestidos chamativos e saltos altíssimos. Minha mãe, que estava como observadora, viu um rapaz fumando e até ela comentou que metade ali parecia não conhecer Jesus

Por um lado, algumas pessoas não foram muito receptivas. Fui entregar os panfletos para um grupo de músicos que iam tocar no show (acho que eles eram a surpresa) e eles agiram com descaso. Só um deles pegou o panfleto e colocou no bolso. Por outro lado, alguns se mostraram muito interessados, ao ponto de pedir explicação sobre o manifesto. Um garoto se interessou tanto, tanto, mas tanto que confirmou a presença na conferência e pegou nosso contato para conversarmos com a equipe do louvor da igreja dele falar.

Essa foi a primeira manifestação que nós três participamos. Posso dizer pelos três que foi bastante interessante, ao mesmo tempo que foi chocante, por vermos tantas pessoas indo àquele lugar com propósitos um tanto estranhos. Eu, como todos do Cante, espero que nosso pequeno esforço toque cada uma daquelas pessoas.

Relatório das Atividades: Distrito Federal, 30 de abril de 2011

Alguns trechos do relatório que soaram ofensivos foram retirados. Pedimos perdão aos que se sentiram atacados pela versão passada do texto.

MARIANA
Esse foi o segundo manifesto do núcleo do Distrito Federal. Da equipe, poderam comparecer: Daiane, Diego, Driele, Marcellus, Mariana, Mariane, William e Weliton. Dessa vez, o evento foi pequeno. Mariana Valadão e seu marido, Felippe Valadão, fizeram o louvor em um culto de aniversário de uma igreja local.

No início, como estávamos em área privada, tivemos que pedir permissão ao pastor para começar o manifesto. De bom grado, ele liberou, mas apenas quando o culto acabasse. Entramos na igreja e assistimos a palavra de um pastor convidado. Depois do culto, nos posicionamos nas três saídas existentes e abordamos as pessoas que saiam. Bem ao lado da porta principal, Mariana Valadão e seu marido davam autógrafos nos CDs que as pessoas compravam.

Não podemos negar que todos eram extremamente educados. Sempre que oferecíamos um panfleto, eles pegavam, sorriam, diziam boa noite e saiam gentilmente. Alguns realmente paravam para ler, outros colocavam o panfleto dentro de suas Bíblias se nem ao menos ver o que era. Ainda tinha os que chegavam a conversar conosco e perguntar o que era aquilo que fazíamos.

Felippe Valadão, no fim da noite, veio comentar o que havia lido nos panfletos. Ele disse que suas músicas eram boas, que eram bíblicas e nos incentivou a continuar o trabalho da manifestação. A equipe de louvor da igreja também pareceu interessada no que lia e um músico, membro da igreja, se mostrou muito aberto as ideias do Cante.

Em geral o evento foi bem tranqüilo. Pegamos apenas um panfleto do chão do total de 200 distribuídos. Fomos bem recebidos e conseguimos, mesmo em meio a problemas, realizar mais um manifesto a favor do verdadeiro louvor e glória a Deus, Senhor de toda criação.

Peço que orem por nós, para que Deus nós dê sabedoria, amor e maturidade para seguir no caminho e lidar com as adversidades.

Relatório das Atividades: Distrito Federal, 16 de abril de 2011

Quem segue o twitter do Cante as Escrituras ficou sabendo sobre a primeira manifestação do núcleo do Distrito Federal. Estejamos orando pelo nosso novo grupo e que novos grupos nasçam. Segue o relatório.

Weliton, Wesley e Alisson
MARIANA
O evento foi de pequeno porte. Era um culto especial para jovens com a presença da banda Discopraise, que estava marcado para as 17 horas. A primeira equipe, composta por Alisson, Wesley, Arielle e Weliton, chegou às 16:40 horas e a segunda, Mariana, Daiane, Mariane e William, chegou às 17:15 horas.

Na chegada das pessoas e da banda, não aconteceu qualquer tumulto. As pessoas passavam e pegavam os panfletos educadamente. Alguns liam enquanto andavam para dentro da igreja, outros simplesmente levavam consigo.

Não temos, ainda, camisetas e faixas, então o método utilizado foram apenas os panfletos mesmo. Tiramos no total 200 panfletos que, em 30 minutos, acabaram e nos fizeram notar a necessidade de mais tiragens para próximas manifestações.

"Alguns liam enquanto andavam para dentro da igreja"
Conversamos com muitas pessoas. Com algumas falamos mais detalhadamente e com outras foi exposto de forma mais simples a intenção do manifesto.

Com o fim das entregas, entramos na igreja esperando o culto começar. Olhamos por alto e deveria ter pelo menos 450 jovens, com idade aproximada de 17 a 20 anos. Alguns liam os panfletos e outros até os comentavam com a pessoa ao lado.

No geral eram todos bem vestidos, com roupas da moda. Algumas meninas surpreenderam na vestimenta. Mais parecia que estavam a caminho do shopping. Vestidos curtos, chamativos, saltos, muita maquiagem, exalando sedução por onde passavam. A salvação foi os jovens uniformizados com camisetas personalizadas da igreja em conjunto com um chapéu brilhante de lantejoulas.

A banda tocou no louvor, seguida pelo momento dos dízimos e ofertas. Antes da palavra o conjunto de teatro apresentou uma peça bem simples, mas sem qualquer teor bíblico.

Nesse momento saímos e fomos para frente da igreja evangelizar os jovens que estivessem desocupados. Impressionantemente, havia bem poucos. Tinha apenas um pequeno grupo de meninos que já estavam conversando com o Alisson e o Wesley.

Um dos líderes de células ouviu o que os meninos estavam falando e se aproximou. Ele começou a argumentar contra nossa atuação na igreja.[1] Ele não se referia ao fato de estarmos evangelizando, mas por pular os “passos” que a igreja dele seguia.

Essa igreja utiliza a organização de células, porém não é coordenada pelo G12. Eles evangelizam usando quatro etapas. Primeiro, eles trazem as pessoas para a igreja, com o intuito de ela conhecer e ter afinidade com as pessoas; depois, ela é introduzida em uma célula. Após estar firme no grupo, ela é discipulada por nove meses e então pode abrir sua própria célula.

O líder em questão nos disse que pulamos os três primeiros passos, sendo que as pessoas só escutam do evangelho no terceiro passo (no discipulado), e os jovens que estavam na igreja já conheciam o evangelho e não precisavam ser lembrados dele. Ele também disse que o nosso trabalho era falar com pessoas não crentes e testemunhar com nossas atitudes e não com palavras. Depois de questionado sobre a base bíblica de seus argumentos, ele não respondeu. Os meninos que estavam evangelizando tentaram ainda conversar com o senhor, mas ele se apresentou irredutível e pediu para que nos retirássemos da frente da igreja. Por fim, pegamos nossas coisas e fomos embora.

Para a próxima manifestação, esperamos ter mais recursos como faixa e camisetas, além de um número maior de panfletos. E desejamos ter a cada dia mais sabedoria e responsabilidade para trabalhar para o Reino de Deus, não nos importando com os empecilhos e desânimos do caminho.

Equipe do DF: Wesley, Alisson, William, Mariane, Mariana, Daiane, Weliton e Arielle (quem bateu a foto)

____________________
[1] Devo deixar bem claro que utilizamos um método diferente de evangelização, baseada no método do Ray Comfort, mas com modificações com bases teológicas e reformadas. Confrontamos as atitudes das pessoas, que se julgam “boas”, com os 10 mandamentos, provando que estão mortos e destituídos da glória de Deus (Romanos 3:23), necessitando latentemente de fé e arrependimento (Marcos 1:15). Também enfatizamos a justificação de Cristo em sua morte expiatória na cruz, tendo imputado sobre Ele os nossos pecados, levando sobre si a ira de Deus (Isaías 53:5) e salvando todo aquele que se arrepende e crê no seu sacrifício (Romanos 9:10).

Relatório das Atividades: Fortaleza, 16 de abril de 2011

YAGO
De todas as nossas manifestações, essa foi, com certeza, a mais cansativa. Reunimos-nos com algumas pessoas que querem começar a ajudar nas manifestações e, graças a Deus, uma delas fez uma doação financeira generosa. Por isso, levamos um número record de panfletos, cerca de 1.500.

Airton, Yago, Natália e Guilherme
O show da noite tinha um porte considerável e um público enorme, como era de se esperar de um evento com André e Mariana Valadão. Nós não daríamos conta de entregar todos os panfletos se não fosse a Soberania de Deus em decidir enviar novos membros para a equipe. O Paulo estava trabalhando e não pôde comparecer, mas dois dos novos companheiros, eu e o Airton (com algumas ajudas da namorada dele) conseguimos dar conta de, em duas horas, entregar todos os manifestos e manter a faixa estendida durante este tempo.

Creio que, de todas as nossas manifestações, nunca tivemos pessoas tão mal educadas recebendo nossos panfletos. Claro, havia muita gente que nos recebeu normalmente ou que recusou educadamente, porém, alguns chegavam a esbarrar nos nossos braços estendidos, negando o folheto. No momento, relevamos um pouco isso por que estávamos competindo com mais uns 10 panfleteiros que divulgavam seus produtos e eventos, deixando as pessoas um pouco incomodadas.

Falando nisto, só posso concordar com Augustus Nicodemus Lopes quando diz que a indústria de música cristã tem se tornado cada vez mais um mercado rentável como outro qualquer. Era tanta propaganda de produto, divulgação de outros shows, cambistas com ingressos mais baratos, preços de estacionamento que você nem conseguia lembrar se aquilo era mesmo um evento que tinha a glória de Deus como mote principal. Oro para que voltemos ao conteúdo do evangelho e paremos de fazer da música cristã uma mercadoria.

Temos que considerar também que algumas pessoas foram muito simpáticas e educadas. Acho que pudemos expor nossas crenças para umas dez pessoas, que vinham até a faixa perguntar o que era tudo aquilo. Todos pareceram concordar com nossas idéias e foram bastante receptivos e respeitosos. Houve até algumas perguntas engraçadas como a de um jovem que veio perguntar se éramos tradicionais (?), questionando se éramos calvinistas ou arminianos – o que me fez rir, confesso.

Um ponto que já comentamos em relação a outro show é referente ao traje das moças. Tinha garota tão pouco-vestida que entregávamos alguns panfletos olhando para o chão. Segundo uma das jovens que estavam conosco, havia meninas com vestidos quase transparentes. Acho vergonhoso que existam garotas cristãs que se vistam assim. Não sou nenhum tipo de sobrevivente do século XVII que deseja que mulheres usem algum tipo de burca-cristã, mas o mínimo de decência é recomendável para filhas do Altíssimo, como manda a Escritura (1 Timóteo 2:9).

Não custa nada limpar nossa própria bagunça
No fim, como de costume, fomos pegar todos os nossos panfletos que estão jogados no chão. Fazemos isso em todas as nossas manifestações, mas queria deixar isso claro por que é vergonhosa a falta de educação das pessoas com relação à natureza e poluição. Reclamamos de nossa prefeitura por nossa cidade ser muito suja, mas somos os principais agentes disto. Havia um número imenso de manifestos nossos lançados no chão (embora as primeiras palavras do panfleto pedirem para que não façam isso) e uma quantidade ainda superior de outros panfletos. Enchemos uma sacola com nossos manifestos e com alguns outros panfletos. Os nossos, coletamos todos; os outros, demoraríamos a noite toda para catar.

Oramos para que Deus use esse nosso pequeno esforço para levar os nossos irmãos a alguma meditação sobre as músicas que ouvimos e cantamos. Como expomos para algumas pessoas no local do evento, não queremos confusão ou ofender ninguém, queremos apenas levar um alerta para nossos irmãos em Cristo. Esperamos que Deus trabalhe em alguém.

Estejam orando por nós.

Relatório das Atividades: Aquiraz, 9 de abril de 2011

AIRTON
Dessa vez, o nosso manifesto foi no show da Damares, no 6º Avivamento Pentecostal. Esse foi o nosso primeiro manifesto fora da cidade de Fortaleza, em uma cidade vizinha (40km de Fortaleza). Nossa manifestação foi bem tranqüila: não houve perguntas ou críticas, mas houve algo meio cômico.

Na faixa de divulgação vimos que não era somente um show da Damares (famosa cantora de músicas TOP da anti-biblicidade, como a infame “Sabor de mel), mas que haveria um Pastor muito interessante. O nome dele? Pr. Bola de Fogo! Acho que não irei comentar nada sobre (rsrsrs)

Levamos mais duas pessoas com agente, a namorada do Yago (Isa) e a minha namorada (Sheila). Conseguimos entregar cerca de 300 panfletos que levamos para Honra e Glória do nosso Senhor.

Próximo sábado teremos mais um manifesto, dessa vez no Show dos irmãos Valadões. Estamos tentando fazer algo que seja à altura do tamanho do evento (que será gigantesco). Que Deus nos ajude mais uma vez na próxima manifestação.

Relatório das Atividades: Fortaleza, 19 de março de 2011

Nossa quarta manifestação foi no show do Ministério Hebrom, no Galpão G4.


YAGO
A manifestação foi, até certo ponto, tranqüila. Entregamos poucos panfletos pela falta de público. Como somos (por enquanto, se Deus quiser) apenas três, o Airton entregou os panfletos sozinhos por algum tempo, enquanto eu e o Paulo segurávamos a faixa. Depois de, quase que magicamente, arrumarmos um modo de só o Paulo segurar a faixa só, ajudei o Airton com a panfletagem.

Desta vez tivemos a oportunidade de expor sobre o que somos para alguém. Duas garotas nos abordaram bem incisivamente, ainda com o panfleto em mãos, e perguntaram sobre o que estávamos fazendo. Graças a Deus pudemos expor sobre a centralidade de Cristo e da Escritura no louvor para algum irmão.

Graças a Deus, quase todos que pegaram os panfletos pararam para lê-los. Como chegamos bem cedo e o show demorou a começar, as pessoas liam nosso manifesto para passar o tempo. É confortante e estimulante ver as pessoas lendo os pontos que queríamos expor, ao invés de ignorá-los.

Relatório das Atividades: Fortaleza, 24 de fevereiro de 2011

Perdão por postarmos com muito atraso. Alguns problemas surgiram e só agora conseguimos postar o relatório.

PAULO DE CASTRO
Nossa terceira manifestação. Desta vez o show era do irmão Felipe (ex-Felipão do Forró Moral). Falando com sinceridade, não conheço as músicas dele, porém o nosso manifesto, como alguns devem pensar, não é contra o cantor em si, mas contra os erros bíblicos que ocorrem na música contemporânea. Apenas aproveitamos o show para encontrar um aglomerado de crentes e distribuir panfletos. Já que na segunda manifestação tivemos a mãe de Airton para ver o que fazíamos, desta vez foi sua namorada que nos acompanhou.

Sem dúvida nenhuma foi o público mais educado que já encaramos. A maioria recebia o panfleto com um largo sorriso no rosto, com exceção de um casal que fez uma cara feia antes mesmo de ler o panfleto e jogou-o no chão, na nossa frente. Sem dúvida não leram nem a primeira frase do papel: “Não jogue este papel em via pública”.


Desta vez, ninguém nos perguntou nada, infelizmente. Mas o que me espantou de verdade foi a estrutura do show, que, apesar de ter sido realizado numa igreja, a equipe se deu ao trabalho de fazer uma “barricada” para controlar a entrada do público e dois POTENTÍSSIMOS canhões de luz do lado de fora, que mais pareciam o sinal do Batman no céu de Gottam de tão fortes.

Tudo bem que era a gravação do DVD ao vivo do cantor, mas, mesmo assim gostaria de deixar uma pergunta: será que mesmo necessária tanta parafernalha (me refiro aos canhões de luz e cosias do tipo, que custam um bom dinheiro) em shows góspeis? Qual o propósito disso tudo? Será que não poderíamos usar o dinheiro investido nestas futilidades em algo mais produtivo? Acho que precisamos rever nossos conceitos com relação ao que é importante e o que não é.

Relatório das Atividades: Fortaleza, 18 de fevereiro de 2011

Perdão por postarmos com muito atraso. Alguns problemas surgiram e só agora conseguimos postar o relatório.

Airton, Yago e Paulo.


Nossa segunda manifestação foi no show do cantor David Quinlan, que ocorreu em uma igreja de Fortaleza. Graças a Deus, os três integrantes da equipe puderam estar presentes e, embora não tenhamos estendido a faixa, entregamos uma quantidade relativamente boa de panfletos (cerca de 700), mesmo com muitas pessoas entrando ainda em seus carros, direto para o estacionamento - o que dificultou a panfletagem.



AIRTON CLÁUDIO
Bom, no primeiro manifesto do CaE, não pude ir por problemas familiares, mas dessa vez Deus me concedeu a graça de está lá.

Logo que soubemos do show do David Quilan que aconteceria aqui em Fortaleza, ficamos animados porque seria mais uma atuação do CaE e assim poderiamos mostrar a verdadeira Glória de Deus no louvor. Nesta manifestação, levei a minha mãe (não para ajudar, mas para ver realmente como seria essa “manifestação”. Ela esta bem preocupada comigo! [risos]).

Primeiramente, vimos que o show dele não foi muito divulgado. Provavelmente tenha sido somente para os membros da igreja, que por sinal era uma antiga igreja que eu congregava e sei realmente que lá tem muitos membros (cerca de 2000). Então, pensamos que se somente fossem as pessoas da igreja (2000) já seria um público grande. Porém, não foi como imaginado. Apareceu muita gente, mas não o que eu achava que apareceria.

Foi algo muito cômico, mas também muito sério. Cômico no sentido de que um rapazinho que estava coordenando a entrada dos carros estava do meu lado dizendo, “Venham, venham todos para cá, lotem isso aqui”. Segurei um pouco o riso para não constranger o rapaz, afinal, não estávamos lá para gerar confusões e sim mostrar que o louvor deve estar centrado na Palavra e não nos instrumentos. Lembro-me também de outro momento cômico desse mesmo rapaz, quando passou um carro. A rua da entrada do estacionamento estava meio congestionada e, então, passou um carro rápido gritando: “Sai do meio barbeiro”. Imediatamente, com uma forma mecânica, o rapaz soltou o tal “Ta amarrado e queimado em nome de Jesus”. Afastei-me um pouco, pois já não estava me agüentando.

A parte séria do evento realmente foi quando começamos a entregar os panfletos, às vezes fiquei com medo de algum segurança vim tomar satisfações, mas me lembrei de Jesus e no que ele disse: “Porquanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mt 10.32) e nos dizeres de Martinho Lutero “A paz se possível, mas a verdade a qualquer preço.” Então, criei coragem e pude entregar os panfletos tranquilamente. Assim, Deus, que realmente é fiel, fez com que uma garota que estava perto de nós perguntasse o que era aquilo (perguntou até se éramos de algum teatro [risos]), mas Deus também usou o nosso irmão Paulo Victor para explicar qual o intuito de estarmos ali e explicar o que é o louvor centrado na palavra.

Estou ansioso para o próximo e que a Glória de Deus seja manifesta no Louvor!

Relatório das Atividades: Fortaleza, 04 de dezembro de 2010

Nossa primeira manifestação ocorreu num sábado à noite: Show da banda Trazendo a Arca e do cantor Thalles, organizado pela Comunidade Cristã Logos. Para quem não conhece, Trazendo a Arca é uma famosa banda gospel brasileira. Suas músicas tocam em quase todas as igrejas da nação e em rádios evangélicas de todo o país. O mesmo pode-se dizer do cantor Thalles – que, embora tenha pouco tempo no mercado gospel, já tem feito um sucesso devastador.

750 folhas de A4 com o nosso manifesto foram preparadas

CONSIDERAÇÕES GERAIS
Nesta primeira manifestação, foram impressas 750 folhas de A4 com o nosso Manifesto. Por falta de melhores condições financeiras, não pudemos imprimir mais folhas e nem fazer uma faixa. Esperamos que na próxima vez tenhamos meios para tal.

Apenas dois membros da equipe estiveram no local (Paulo e Yago). Devido a fortes problemas pessoais, o Airton pode apenas auxiliar no transporte de volta. Nossa oração é que a equipe possa crescer, assim poderemos atuar mais fortemente nos shows que formos.

PAULO VICTOR
Antes de comentar sobre a manifestação em si, gostaria de frisar algo interessante. O local era bastante distante de vários locais da cidade. Nossa viagem foi de aproximadamente uma hora – e havia bairros muito mais distante do que o nosso. Não que eu esteja reclamando da distância, mas é interessante o fato de que, mesmo sendo longe, havia um grande público esperando o show da noite.

No ônibus encontrei uma senhora indo ao evento. Tal senhora confessou ter pegado três ônibus para assistir o show (para os fortalezenses: ela tomou um ônibus para o terminal da Messejana, outro para o Siqueira e outro para o show). Ao informá-la de que, provavelmente não haveria transporte para voltar, por conta do horário, ela disse que iria pedir para o marido, que estava fora da cidade, buscá-la de moto ou arriscaria uma carona com alguma caravana que passasse perto de sua casa. Assim fica a dúvida: qual o objetivo de tal sacrifício? Onde está depositada a devoção desta senhora ao fazer uma peregrinação tão grande? Isso tudo apenas para ver cantores e grupos em suas apresentações de entretenimento onde, muitas vezes, somos enganados, acreditando estar ouvindo a palavra de Deus, mas que, por ignorância, não vemos o que está diante dos nossos olhos.

Chegamos ao local do show por volta das 18h30min. Nesse horário havia pouca gente e talvez tenhamos chegado antes do público. Como ambos somos tímidos com relação a contato com pessoas desconhecidas, ficamos procurando uma melhor forma de abordar os alvos de nossa panfletagem. Pela misericórdia de Deus fomos simpaticamente recebidos com sorrisos por alguns e apaticamente recebidos com um “não obrigado” por outros – não ouve qualquer reação violenta. O mais intrigante é que quase ninguém se recusava a receber o panfleto quando eu dizia “uma pequena meditação para o senhor ler em casa”. Até pessoas que prontamente recusavam o panfleto mudavam de idéia meio que sem jeito. Porém, mesmo quando alguns aceitavam por “obrigação” quando abordados, meu coração se enchia de esperança quando alguns que eu não conseguia alcançar voltavam curiosos para pedir um panfleto.

Antes eu discordava de um pastor que mora perto da minha casa quando dizia “show gospel não é um ambiente saudável para nossos filhos”, mas hoje penso duas vezes: além das letras estarem fugindo cada vez mais do evangelho genuíno, temos a colaboração do público para esse quadro. Claro que deve haver cristãos centrados freqüentando esses shows, mas fiquei impressionado com a quantidade de moças usando roupas impróprias de um cristão. Seria engraçado se não fosse trágico o fato de uma moça fazendo poses sensuais no estacionamento enquanto sua amiga batia fotos. Eu não aconselharia os meus filhos a estarem num lugar como esse.

YAGO
Para mim, essa manifestação foi um momento de edificação único.  Ainda pela tarde o Airton me liga dizendo que não poderia comparecer ao show por conta de uns problemas sérios. Eu aprendi a sempre considerar as ciladas do Maligno. No ônibus, eu fui subitamente aflingido por pensamentos contrários: “o que eu estou fazendo? Isso é uma loucura! Eu só vou conseguir confusão com tudo isso!”. Eu pensava seriamente em descer daquele ônibus e voltar para minha casa! Mas, em minha fraqueza, Deus fez a Sua Graça superabundar em mim. Depois de orar um pouco as forças retornaram. Aprendi a confiar em Deus em meio a minha fraqueza.
Quando chegamos ao local, ficamos meio “perdidos”. Não sabíamos bem como começar a abordagem, em que grupo de pessoas ir primeiro, etc. Nossa timidez fez com que esperássemos alguns longos minutos antes de começar a panfletagem. Ao iniciarmos, tivemos uma boa surpresa: a grande maioria das pessoas aceitou educadamente nossos panfletos. Oro que Deus possa falar através daquelas palavras.

Dos 750 panfletos que entregamos, só duas pessoas nos vieram conversar conosco sobre o que leram. Um deles foi um homem que concordava com nossas idéias e que, enfaticamente, desejou bênçãos sobre nossas vidas. Outro foi um dos que trabalhavam no evento com dúvidas sobre o que era o “cante as Escrituras”.

Pelas conversas que ouvi na fila de entrada, só posso acreditar que shows dessas mega-bandas não atraem muitos cristãos maduros. Acredito que eventos como este não são mais do que entretenimento gospel. A Palavra de Deus não é exposta. As Escrituras não são ensinadas. Só temos muito som – e nenhum conteúdo. Oro a Deus e clamo que Ele traga uma Reforma no coração de Seu povo, estamos realmente precisando.

CONCLUSÃO
Para nossa primeira manifestação, tudo ocorreu dentro do planejado. Em 45 minutos os panfletos haviam acabado. Enquanto esperávamos o Airton vir buscar-nos, percebemos que havia poucos de nossos panfletos jogados no chão – o que significa que muitos os levaram para casa. Depois de tudo, tivemos uma rápida reunião na casa do Yago, onde oramos e conversamos sobre a noite.

Essa foi nossa primeira manifestação. Se for a vontade de Deus, muitas outras virão. Que Cristo abençoe Sua Igreja e que continuemos cantando as Escrituras dia após dia.

Em Cristo,